São Paulo / SP - segunda-feira, 06 de dezembro de 2021

Psiquiatria da Infância e Adolescência

O Plano de saúde 2005/2010 reconhece haver informações limitadas sobre doenças psiquiátricas, havendo uma estimativa de qua a prevalência em doenças mentais na população geral esteja por volta de 30% dos adultos. 


Existem poucos estudos na infância e adolescência. No entanto, o mais recente trabalho brasileiro de Fleitlich-Bilyk e Goodman, 2004  realizado em Taubaté-SP revela uma prevalência de 12,5% de transtornos mentais na infância e adolescência, enfocando a faixa etária entre 07 e 14 anos.

 

Trata-se de um número significativo de pessoas em desenvolvimento e, isso significa que os sintomas perturbadores não-tratados podem acarretar intensos e talvez, irrecuperáveis prejuízos ao longo da vida. Há que se pensar que as crianças e adolescentes estão em formação de conceitos, juízo, personalidade, auto-estima, auto–confiança e principalmente de aprendizado.

 

Sabe-se que muitos transtornos psiquiátricos dos adultos tiveram início na infância e adolescência e não foram tratados. 

 

É muito importante que haja a clareza que crianças não são adultos em miniaturas. Possuem toda uma particulariedade relacionada ao seu desenvolvimento, aspectos biológicos, genéticos e a influência do meio de criação.

 

A avaliação dos pontos positivos do desenvolvimento (competências), bem como da psicopatologia (áreas de necessidade), é essencial para uma avaliação psiquiátrica completa da criança, do adolescente e de sua família.

 

As queixas que levam os pais a procurar um psiquiatra são baseadas na observação no ambiente familiar, social e na escola. A maioria das síndromes psiquiátricas infantis envolve uma combinação de quatro áreas principais:

1- Sintomas emocionais

2- Problemas de conduta

3- Atrasos do desenvolvimento

4- Dificuldades de relacionamento.

 

A avaliação psiquiátrica, na vigência de demanda, orienta a indicação de tratamento, que pode ser bastante variado nesta faixa etária, como farmacoterapia, psicoterapia, fonoaudiologia, psicopedagogia, arteterapia,  fisioterapia etc.

 

O cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes justifica-se pelos  benefícios da intervenção precoce.