São Paulo / SP - segunda-feira, 06 de dezembro de 2021

Visão Psicanalítica de que a família não precisa ser a IDEALIZADA.

A diferença entre homens e mulheres foi diminuindo ao longo do ultimo século, principalmente. Assim, as identificacões foram modificadas, bem como os sintomas  e o peso cultural teve bastante influência nas novas simbolizações. Kehl enfatiza a perda do sentido do feminino na identificacão com o pai, como sublimação de seus desejos incestuosos, investimento libidinal em outros objetos de desejo diferentemente do falo, despriorizando os filhos, nesta visão psicanalítica, em busca do saber, da linguagem e da exploração de outros prazeres. No entanto, o homem, ao deparar-se com o desconhecido, com a mudança de papel assumida pela mulher que o deseja, é ameaçado quanto á sua masculinidade psíquica e mantém a frieza do compromisso ético e o contrato social, como normas protetivas, diante do terror que deveria ser lidar de fato consigo mesmo.

A mulher, com seu escasso compromisso ético, em busca da satisfação do prazer, precisa encontrar uma forma de dar conta das pulsões sexuais, ao passo que simboliza a relação com a lei, o que permite  algum escape á lei, que leve á sublimação, já que o reclaque a inviabiliza. Neste novo movimento, a mulher tenta escapar á previsão de imutalidade descrita por Freud da concretização da função materna que a infantiliza e a submete á estagnação. Nexte contexto, abre-se o questinamento: será este o caminho de maior felicidade e menor angústia?

Além da importância dos papéis do feminino e do masculino, as novas constituições de famílias parecem perturbar o superego social, atribuindo á famílias idealizadas a maior capacidade de conter as angústias e promover melhor desenvolvimento para crianças e adolescentes. No entanto, Freud descreveu as significativas angústias daquela época, apresentadas como histeria e neurose obsessiva, contradizendo a protecão da idealizada família. Kehl é assertiva na afirmação de que o fator mais protetivo a fim de garantir melhor desenvolvimento ético e psíquico das crianças não é a família estruturada mas o olhar desejante de que a criança  exista e  seja feliz e a responsabilidade de estabelecer limites para este lugar.